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Uma análise recente do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB) aponta que o número de mulheres empregadas e de empreendedoras em Goiás alcançou um patamar histórico, marcando um avanço significativo na participação feminina na economia local.
A participação das mulheres no cenário laboral de Goiás tem demonstrado uma evolução notável nos últimos anos, impulsionada tanto pelo aumento do emprego formal quanto pelo crescimento do empreendedorismo. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), interpretados pelo IMB, o estado de Goiás contabilizou 1,694 milhão de mulheres com ocupação no último trimestre de 2025. Este é o maior contingente feminino empregado já registrado desde o início da série histórica.
Comparativamente ao último trimestre de 2024, período em que Goiás registrava 1,634 milhão de mulheres ocupadas, houve um acréscimo de quase 60 mil novas trabalhadoras, representando um crescimento de 3,7%. No mesmo período, a média nacional de mulheres ocupadas cresceu 1,4%, evidenciando que a expansão em Goiás superou em mais de duas vezes o ritmo de crescimento do país.
Para a coordenadora do Goiás Social e primeira-dama, Gracinha Caiado, esses dados espelham uma inclinação já percebida nas iniciativas sociais do governo. “Os indicadores do IBGE ratificam o que observamos diariamente nas atividades do Goiás Social. Em programas de aprimoramento profissional e fomento ao empreendedorismo, como o Crédito Social, e de suporte à formação universitária, como o ProBem [Programa Universitário do Bem], as mulheres constituem a maior parte dos contemplados. Isso demonstra, inequivocamente, que elas estão cada vez mais capacitadas, qualificadas e ativas no mercado de trabalho, alcançando independência, chances e transformando suas próprias vidas e as de seus familiares”, enfatizou.
O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, interpretou os resultados como um sinal de progresso significativo na inserção feminina na economia de Goiás. “Os números indicam que as mulheres têm expandido sua atuação tanto no mercado de trabalho quanto no empreendedorismo em Goiás. Esse progresso é fruto da competência, do empenho e da proatividade das mulheres goianas, que colaboram diariamente para o crescimento econômico e social do estado,” salientou.
Analisando a distribuição por setores, o comércio desponta como o principal empregador de mulheres em Goiás, com cerca de 298 mil trabalhadoras. Em seguida, destacam-se os serviços domésticos, com 211 mil mulheres; a área da educação, com 196 mil; a atenção à saúde humana, com 166 mil; e os serviços de alimentação, com 116 mil. Somados, esses segmentos representam aproximadamente 990 mil mulheres ocupadas no estado.
Empreendedorismo em ascensão
O espírito empreendedor também tem se fortalecido entre as mulheres de Goiás. Conforme a PNAD Contínua, 377,2 mil mulheres eram proprietárias de negócios no último trimestre de 2025, configurando o maior patamar desde o início da série histórica em 2012.
Entre os segmentos que concentram o maior número de empreendedoras, o comércio lidera com 93 mil mulheres à frente de seus empreendimentos. As atividades de serviços pessoais, como estética e cuidados, vêm em segundo lugar, com 68,4 mil empresárias. O setor de alimentação também se sobressai, contando com 42,6 mil mulheres como proprietárias de negócios.
Rendimento médio em elevação
O salário médio do trabalho para as mulheres goianas igualmente registrou progressos. Conforme a PNAD Contínua, o rendimento real médio feminino alcançou R$ 3.023 no último trimestre de 2025, o valor mais alto desde o começo da série histórica, em 2012. As ocupações com os maiores rendimentos médios incluem as dirigentes da administração pública, com uma remuneração média de R$ 15.108, e as gerentes e diretoras de produção, com uma média de R$ 13.008.
Iniciativas de profissionalização e fomento ao empreendedorismo
O Governo de Goiás, através da Secretaria da Retomada, desenvolve programas focados na capacitação e inserção das mulheres no mercado de trabalho, além de impulsionar o empreendedorismo feminino por meio do Crédito Social.
Mulheres podem acessar um benefício de até R$ 5 mil, oriundo do Goiás Social, para adquirir insumos e equipamentos essenciais para iniciar seus próprios negócios. Entre 2021 e fevereiro de 2026, aproximadamente 26 mil mulheres foram contempladas, representando 89,5% do público total do programa. O investimento destinado a elas soma cerca de R$ 80 milhões, o que corresponde a 89,9% dos recursos totais. O montante global investido pelo Governo de Goiás atingiu R$ 88,95 milhões.
Outra área de atuação da secretaria envolve a profissionalização e o aprimoramento para o mercado de trabalho, com cursos disponibilizados pelo Colégio Tecnológico do Estado de Goiás (Cotec). No período de 2021 a 2025, o Cotec certificou 134.183 mulheres, de um total de 143.813 estudantes, correspondendo a 93% dos participantes. Desse contingente feminino, 122.074 cursaram programas de capacitação, 11.887 buscaram qualificação e 222 se matricularam em cursos técnicos.
“Existem diversas iniciativas acessíveis a toda a população, incluindo o serviço de encaminhamento ao emprego que a Retomada oferece em todo o estado. Contudo, notamos uma maioria expressiva de mulheres ingressando no mercado de trabalho, o que evidencia a persistência e a resiliência femininas na busca por uma melhor qualidade de vida para si e para seus familiares”, pontua o secretário da Retomada, César Moura.
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