O senador Wilder Morais (PL) tem encontrado dificuldades para consolidar seu nome junto ao eleitorado goiano, mantendo-se estagnado em torno dos 10% das intenções de voto na corrida pelo Palácio das Esmeraldas. É o que indica o levantamento mais recente do instituto Paraná Pesquisas, encomendado pela TV Sucesso/Band e divulgado na última segunda-feira (18). Os dados posicionam o político bolsonarista em terceiro lugar, em um empate técnico com a chapa de esquerda, enquanto o atual governador Daniel Vilela (MDB) lidera isoladamente.

No principal cenário estimulado, Wilder Morais registra apenas 10,3% das menções. Esse desempenho modesto o coloca em paridade com a deputada federal Adriana Accorsi (PT), que alcança 9,2%. Considerando a margem de erro de 2,7 pontos percentuais, ambos os candidatos estão tecnicamente empatados. Isso sugere que o apoio do presidente Jair Bolsonaro ainda não foi suficiente para impulsionar o senador, que permanece nas últimas posições entre os favoritos.

O cenário é amplamente dominado por Daniel Vilela, que aparece com uma confortável liderança de 41,2%. Em segundo lugar, mas consideravelmente distante, está Marconi Perillo (BR-PSDB), com 23,3% das intenções de voto.

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Mesmo em uma simulação onde o PT altera seu representante, substituindo Adriana Accorsi pelo ex-deputado Luis Cesar Bueno, a posição do senador do PL permanece praticamente inalterada. Wilder Morais oscila minimamente para 10,5%, sem conseguir atrair votos adicionais ou reduzir a vantagem de Vilela, que nesse cenário atinge 42,3%.

A situação de Wilder Morais se mostra ainda mais desafiadora na modalidade espontânea, onde os eleitores precisam citar um nome sem o auxílio de uma lista. Nesse quesito, o senador alcança um percentual ínfimo de 2,7% de lembrança.

Um dado preocupante para a pré-campanha de Wilder é que sua taxa de rejeição nas urnas, de 13,6%, se equipara numericamente à do líder das pesquisas, Daniel Vilela, que registra 13,4%. Isso significa que o senador possui um teto de rejeição similar ao do favorito, apesar de contar com apenas cerca de um quarto de suas intenções de voto.

A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-02070/2026, entrevistou 1.350 eleitores em 62 municípios. Os resultados acendem um alerta no comitê do PL, indicando que Wilder Morais precisará de uma estratégia mais robusta do que apenas discursos ideológicos para ganhar relevância na disputa eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: Diário Goianiense