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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (11) pela concessão de um período de 60 dias para que as grandes empresas de tecnologia (big techs) implementem as determinações da Corte. O objetivo é aumentar o compromisso das plataformas com o conteúdo postado por usuários em redes sociais.
O voto de Toffoli ocorreu durante o julgamento de recursos apresentados pelas empresas contra uma decisão anterior que reconheceu a responsabilidade das big techs por publicações ilegais de seus usuários. O ministro é um dos relatores das ações em análise.
Toffoli propôs a definição de um marco temporal para a aplicação da decisão, concedendo 60 dias para que as empresas se adequem às obrigações estruturais estabelecidas. Essas medidas visam combater a disseminação de conteúdos prejudiciais.
Conteúdo proibido e representação legal
Entre as exigências, as plataformas deverão proibir o acesso de usuários a vídeos que envolvam:
- Abuso e exploração sexual infantil.
- Violência física.
- Incentivo a comportamentos que causem danos à saúde física ou mental de crianças e adolescentes.
Adicionalmente, as empresas serão obrigadas a manter um representante legal no Brasil para receber intimações judiciais.
“Prazo esse que considero razoável e mais que suficiente para a ultimação das providências pertinentes e eventuais ajustes em decorrência dos esclarecimentos ora prestados”, declarou Toffoli.
O ministro também defendeu que as regras estabelecidas se apliquem a casos futuros, definindo o dia 27 de junho de 2025 – data de publicação da ata do julgamento – como marco temporal para a vigência da decisão. “Não basta dizer que a tese somente se aplica prospectivamente. É preciso definir expressamente o marco temporal a partir do qual ela começará a produzir os efeitos que lhe são próprios”, explicou Toffoli.
Após o voto do relator, o plenário do STF deu continuidade à coleta dos votos dos demais ministros, com mais nove manifestações esperadas.
O julgamento atual trata de recursos que buscam esclarecimentos sobre a decisão do STF que estabeleceu a responsabilização das redes sociais. Os recursos foram apresentados pelo Facebook e pelo Google.
As plataformas solicitam um prazo para a implantação das regras definidas ou que sua aplicação seja garantida apenas após o trânsito em julgado da decisão final do plenário.
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