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O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB da Bahia (OAB-BA) determinou, na última quinta-feira (8), a suspensão preventiva por 90 dias do advogado João Francisco de Assis Neto, conhecido como João Neto. A decisão foi unânime e ocorreu no âmbito de um processo ético-disciplinar instaurado antes da prisão do profissional por suspeita de violência doméstica.
Segundo o TED, a medida cautelar foi adotada com base em condutas reiteradas do advogado, consideradas incompatíveis com a dignidade da profissão, principalmente por declarações feitas em redes sociais e entrevistas. As manifestações, que ganharam ampla repercussão pública, teriam prejudicado a imagem institucional da advocacia baiana.
João Neto se tornou conhecido nas redes sociais por vídeos em que utilizava a expressão "no coco e no relógio", associada, segundo apurações, a disparos de arma de fogo. O conteúdo foi citado como um dos elementos que comprometeriam a imagem da classe.
Além do processo disciplinar, João Neto também responde a uma denúncia por agressão contra sua companheira. O caso aconteceu em abril, em Maceió (AL), e levou à sua prisão em flagrante. A vítima precisou de atendimento médico após o episódio. O advogado permaneceu preso por 29 dias no presídio Baldomero Cavalcanti e, na noite da última terça-feira (13), foi solto por decisão judicial que revogou a prisão preventiva, com a imposição de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
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