A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados realizará, nesta quarta-feira (13), uma audiência pública crucial para debater o Projeto de Lei 2059/19. Esta proposta legislativa busca instituir um novo conjunto de normas para os contratos firmados entre fornecedores e distribuidores em todo o país.

O debate sobre o tema foi iniciativa do deputado Zé Adriano (PP-AC) e está previsto para ter início às 16 horas. O local exato da reunião ainda será definido pela Câmara, mas a expectativa é de uma discussão aprofundada sobre os impactos da matéria.

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O parlamentar enfatiza que o Projeto de Lei 2059/19 tem como objetivo principal definir novos marcos regulatórios para as práticas de fornecimento, revenda e exploração de marcas. A medida visa estabelecer de forma clara as obrigações e proibições recíprocas entre os diversos agentes envolvidos na cadeia econômica.

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Zé Adriano argumenta que, devido à vasta abrangência do texto, que impacta virtualmente todo o setor produtivo nacional, torna-se imperativo aprofundar a discussão sobre a harmonização das novas regras com a dinâmica vigente nas relações comerciais privadas.

O deputado Zé Adriano enfatiza que questões como a estipulação de prazos contratuais mínimos de cinco anos e as responsabilidades em cenários de rescisão imotivada exigem uma avaliação criteriosa. É fundamental analisar os potenciais impactos dessas medidas tanto na segurança jurídica quanto nos custos de transação para as empresas envolvidas.

Ele acrescenta que a existência de debates jurídicos relevantes no Supremo Tribunal Federal (STF) e as manifestações técnicas do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acerca de modelos regulatórios similares reforçam a pertinência e a oportunidade desta audiência pública para um aprofundamento da matéria.

Em suas considerações finais, o parlamentar conclui que o propósito primordial é garantir que a legislação vindoura fomente um ambiente de negócios equitativo. Tal medida deverá, acima de tudo, preservar os princípios da liberdade de iniciativa e da livre concorrência no mercado nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias