Integrantes de um grupo criminoso, que atua no Distrito Federal, foram flagrados exibindo armas e proferindo ameaças de morte contra um casal que tentou cancelar a contratação de um serviço de acompanhantes.

Em um dos episódios de coação, um dos supostos agenciadores, alvo da investigação, gravou um vídeo intimidatório, exibindo uma arma e proferindo ameaças explícitas. "Ô irmão, você tá achando que a gente tá de brincadeira nessa porra, rapá? As putas são agenciadas, seu filho da puta. Vou encher sua cara de bala, entendeu? Vai ter que pagar essa desgraça de taxa aí, mano", dizia o criminoso, em tom agressivo, ao casal residente no Distrito Federal, que havia desistido do encontro após contato em um site.

A quadrilha, investigada por ameaças e extorsão, é o foco da Operação "Eros", desencadeada nesta quarta-feira (20/5) pela Polícia Civil, por meio da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte). Até o momento, cinco indivíduos foram detidos. A ação policial cumpre um total de sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão, concentrados na cidade de Montes Claros, Minas Gerais.

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Conforme informações da Polícia Civil do Distrito Federal, as vítimas inicialmente manifestaram interesse em um serviço de acompanhantes, mas recuaram da contratação. Contudo, a desistência resultou em uma perseguição implacável por parte dos membros da organização criminosa, que, apresentando-se como supostos agenciadores, passaram a exigir o pagamento de uma "taxa de cancelamento" no valor de R$ 700.

Em uma das comunicações, os criminosos escalaram as ameaças, afirmando: "Vai ser pior, vamos jogar sua família e sua namorada no tribunal do crime", elevando o nível de intimidação.

A seguir, uma imagem das mensagens de ameaça:

Ameaças

As apurações revelaram que, no decorrer das cobranças, os suspeitos não apenas ameaçaram o casal de morte, mas também de expor dados pessoais e informações de cunho íntimo em plataformas de redes sociais.

Mesmo após o cumprimento da exigência financeira, o ciclo de intimidações persistiu. Em uma das investidas, os criminosos enviaram fotografias de armamentos, intensificando a pressão psicológica sobre os envolvidos.

A investigação, iniciada em dezembro de 2025, conseguiu identificar um total de dez membros da organização criminosa, incluindo três adolescentes.

Segundo a Polícia Civil, os indivíduos sob investigação poderão ser responsabilizados pelos delitos de extorsão e associação criminosa, com o agravante da participação de menores nas atividades ilícitas.

FONTE/CRÉDITOS: Radar Valparaíso