Um total de 40 prisões temporárias e 56 mandados de busca e apreensão foram executados. Adicionalmente, bens de 49 indivíduos foram bloqueados, incluindo o sequestro de veículos, propriedades e ativos digitais.

Na madrugada desta sexta-feira (10/4), a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) iniciou uma ação para desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade. O grupo expandiu suas atividades da capital federal para o Rio de Janeiro em busca de treinamento bélico especializado.

As investigações apontam que criminosos de Brasília foram formalmente aceitos e integrados ao Terceiro Comando Puro (TCP), uma das mais proeminentes facções do Rio de Janeiro.

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O grupo não se limitou a uma simples aliança, mas participou de um treinamento tático intensivo, descrito como um "workshop de fuzil", realizado no Complexo da Maré, área conhecida por conflitos sangrentos entre o TCP e o Comando Vermelho (CV). Imagens obtidas pela Draco revelam os alvos do Distrito Federal exibindo fuzis em vielas da Maré, evidenciando a troca tática e a gravidade da conexão entre estados.

A operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mobilizou aproximadamente 200 agentes para o cumprimento de medidas judiciais rigorosas. Foram emitidos 40 mandados de prisão temporária e 56 de busca e apreensão. Além disso, houve o bloqueio de bens de 49 suspeitos, com o sequestro de veículos, imóveis e ativos digitais.

O esquema criminoso apresentava conexões internacionais significativas. Entre os indivíduos visados, encontram-se dois cidadãos colombianos e um venezuelano. Um dos colombianos, considerado uma figura chave na lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho Amazonas e procurado pela Interpol, foi detido recentemente na Espanha, sublinhando a natureza transnacional da rede sob investigação.

A PCDF ressalta que, apesar da preocupante ligação operacional com o Rio de Janeiro, não há, até o momento, evidências de que facções cariocas tenham estabelecido uma estrutura própria no Distrito Federal.

A Operação Eixo visa sufocar as finanças do grupo e interromper o fluxo de entorpecentes. Os envolvidos podem enfrentar penas de 11 a 33 anos de reclusão por crimes como tráfico de drogas, organização criminosa majorada e lavagem de dinheiro.

FONTE/CRÉDITOS: Diário Goianiense