A **Festa da Luz** transforma o hipercentro de **Belo Horizonte** até este domingo (28/6) com uma programação de **arte** pública totalmente gratuita. O festival reúne 12 instalações visuais e apresentações musicais de diversos gêneros, como cumbia e pagodão, celebrando a integração cultural entre o Brasil e os demais países latino-americanos.

Sob a temática "O Brasil é América Latina", a edição deste ano busca fortalecer os laços regionais. De acordo com a diretora artística Juliana Flores, o objetivo é utilizar a capital mineira como um palco para exaltar as semelhanças e as particularidades que compõem a identidade do continente.

"Nossa intenção não é limitar o que é ser latino, mas sim festejar nossa pluralidade por meio de um diálogo direto entre diferentes linguagens artísticas", explica a curadora sobre a proposta do evento, que busca fugir de definições redutivas.

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Um dos grandes atrativos é a obra "Filhos do Sopro", assinada pela artista brasileira-mexicana Fefê Talavera. A instalação conta com oito figuras infláveis gigantes, inspiradas no folclore dos alebrijes, posicionadas entre o Viaduto Santa Tereza e a Praça Fuad Noman.

Para a artista, as esculturas convidam o público a resgatar a capacidade de sonhar em meio à rotina urbana. Ela destaca que as criaturas lúdicas servem como um ponto de reconexão com a sensibilidade e a parte fantástica da existência humana.

Projeções e interatividade na Praça da Estação

A técnica de **videomapping** volta a ser protagonista, utilizando a fachada do Museu de Artes e Ofícios como tela para artistas de países como Bolívia, Colômbia e Uruguai. Além disso, o público pode interagir com painéis de LED e games projetados em edifícios da região.

O Parque Municipal também recebe intervenções inéditas, incluindo obras que remetem à herança indígena e instalações aquáticas criadas por artistas paraenses. O coletivo francês Spectaculaires é um dos nomes internacionais que marcam presença nesta edição ampliada do festival.

A memória urbana de Belo Horizonte é homenageada na obra "ECO", que utiliza letreiros em neon no edifício Chagas Dória. O projeto de Rafael Maia, Flávia Péret e Gabriel Figueiredo resgata tipografias históricas que conectam a capital a outras metrópoles latinas.

Rafael Maia pontua que a instalação reflete sobre a identidade coletiva e as dores e desejos compartilhados pelos povos colonizados. A obra convida os passantes a ouvir os ecos de histórias que, apesar das fronteiras, são comuns a todos nós.

Shows musicais e ritmos regionais

No fim de semana, a Praça da Estação recebe um encontro vibrante entre música e artes visuais. A programação inclui o Bloco Swing Safado, a Orquestra Atípica de Lhamas e a banda pernambucana Academia da Berlinda, além da participação da cantora chilena Claudia Manzo.

No sábado (27/6), o Palco MUMA recebe Tamara Franklin e Célia Sampaio a partir das 18h10. Simultaneamente, o Viaduto Santa Tereza abriga a Rádio Améfrica com sets de DJ Capone e curadoria de Jeiza Fernandes, promovendo uma imersão sonora no centro da cidade.

Já no domingo (28/6), as apresentações começam com o projeto El Baile, de Claudia Manzo, seguido pela energia da Academia da Berlinda. O encerramento promete unir projeções visuais de ponta à diversidade rítmica que marca a identidade desta edição da Festa da Luz.

FONTE/CRÉDITOS: Larissa Ricci