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A Polícia Civil de Goiás conduziu uma operação conjunta que se estendeu por diversos estados, visando desmantelar uma complexa rede criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de capitais. A iniciativa culminou na execução de 11 ordens de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão em residências, além do bloqueio judicial de R$ 1.901.732,00 em ativos financeiros e bens pertencentes aos envolvidos. A ação policial foi realizada na terça-feira, 19 de maio.
As ordens judiciais foram executadas simultaneamente em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão, tendo como alvo indivíduos de um grupo criminoso investigado por crimes como invasão de sistemas informáticos, furto qualificado por meio eletrônico, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
No decorrer da operação, um total de 13 indivíduos foram detidos. Desse número, 11 prisões ocorreram em cumprimento a mandados de prisão preventiva, enquanto dois foram presos em flagrante por envolvimento com tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. A apreensão de cerca de 10 quilos de maconha foi um dos resultados diretos, levando à formalização das prisões em flagrante.
Conforme apurado pelas investigações, a quadrilha empregava um elaborado método de phishing bancário. Eles criavam páginas digitais falsificadas de instituições financeiras e as promoviam com anúncios pagos em mecanismos de busca. Essa tática garantia que os links enganosos surgissem entre os primeiros resultados para as vítimas, persuadindo-as a entrar em ambientes virtuais adulterados, sob a crença de que eram plataformas autênticas.
Uma vez na página fraudulenta, as vítimas inseriam suas informações de acesso e validavam códigos QR que pareciam genuínos. Nesse instante, os criminosos interceptavam os dados em tempo real e assumiam o controle da sessão legítima do usuário, uma prática conhecida como "sequestro de sessão" (session hijack). Com isso, efetuavam transações financeiras não autorizadas e realizavam transferências via PIX para contas que serviam como elos intermediários na complexa trama delituosa.
As análises financeiras revelaram movimentações bancárias suspeitas que ultrapassam os R$ 4,8 milhões. Além disso, foram identificadas inúmeras ligações entre os investigados, empresas e terceiros, todos empregados na ocultação e pulverização dos valores ilicitamente adquiridos.
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